A economia paraibana se baseia na
agricultura, principalmente de cana-de-açúcar, abacaxi, fumo, graviola, juta,
umbu, cajú, manga, acerola, mangaba, tamarindo, mandioca, milho, sorgo, urucum,
pimenta-do-reino, castanha de caju, arroz, café e feijão. Nas indústrias, as
alimentícia, têxtil, de couro, de calçados, metalúrgica, sucroalcooleira se
destacam. A pecuária de caprinos e o turismo também são relevantes. O PIB do
Estado, em 2007, foi de R$ 22.202.000.000,00 e o PIB per capita foi de R$
6.097.
O transporte marítimo é fundamental à
economia. As exportações e importações são operadas principalmente por meio do
Porto de Cabedelo e pelas estradas. São mais de 5.300 quilômetros de rodovias,
4.000 km estaduais e 1.300 km federais. O sistema ferroviário faz o transporte
de cargas entre João Pessoa e várias localidades do Estado. o Estado ainda
conta com dois terminais aéreos: Aeroporto Castro Pinto, distando 8 km de João
Pessoa, com pista de 2.515 m, de boas condições para aterrissagem de aviões de
grande porte, opera com linhas regulares nacionais e internacionais do sistema
Charter; e o Aeroporto João Suassuna, localizado vizinho ao Distrito Industrial
de Campina Grande, opera com vôos diários para Brasília e o Sul, via Recife. Já
o Porto de Cabedelo, a 18 km de João Pessoa, é o mais oriental do Brasil. Tem
700 m de extensão e 300 m de largura. Movimentou 1,2 milhões de toneladas em
1995, destacando-se o petróleo, carga geral e cereais. É equipado a contento
para a movimentação de cargas gerais e containeres.
As cidades paraibanas que tem maior
destaque no seu PIB, valores em R$ 1.000,00, são João Pessoa com 5.966.595,
Campina Grande com 2.718.189, Cabedelo com 1.524.654, Santa Rita com 739.280,
Bayeux com 444.259, Patos com 413.028, Sousa com 309.528, Caaporã com 299.857,
Cajazeiras com 285.326 e Conde com 210.440. Já o maior PIB per capita permanece
com Cabedelo desde 2003. A distribuição espacial do PIB da Paraíba segundo,
cada Região Geoadministrativa, demonstra uma forte concentração da economia
estadual em três pontos: João Pessoa, Campina Grande e Guarabira – que,
conjuntamente, representaram 75% do PIB estadual, em 2009. Da mesma forma, o
município sede de cada uma dessas regiões foi o centro dinâmico da economia
local.
>João Pessoa – Em 2009, João Pessoa continuou sendo o centro
dinâmico da economia paraibana, tendo um incremento de 12,8% no valor de seu
PIB (passou de R$ 7,658 bilhões, em 2008, para R$ 8,638 bilhões, em 2009), em
decorrência do crescimento no Valor Adicionado e nos tributos relacionados ao
processo produtivo. Isso contribuiu para que sua participação no PIB estadual
passasse de 29,80%, em 2008, para 30,12%, em 2009. As atividades econômicas que
tiveram maior relevância para o crescimento nominal do PIB estão no setor
secundário, mais especificamente, nos ramos de alimentos, bebidas, têxtil e
calçados da indústria de transformação. O setor de serviços continuou a ter o
maior peso da economia da Capital paraibana, em 2009.
> Campina Grande – É o segundo maior centro econômico do Estado,
caracterizando-se como entreposto distribuidor para diversas cidades da Paraíba
e do Nordeste. As atividades econômicas mais importantes no município são o
comércio, a indústria de transformação, a administração pública e a educação de
nível superior, tanto pública (o município sedia duas universidades, sendo uma
estadual e outra federal) quanto privada. Possui também dois importantes polos
tecnológicos, nas áreas de couro e calçados e de tecnologia da informação. O
valor do PIB municipal passou de R$ 3,458 bilhões, em 2008, para R$ 3,894
bilhões, em 2009, um crescimento nominal de 12,6%. Com isso, a participação de
Campina Grande no PIB paraibano ficou relativamente estável no período (passou
de 13,5%, em 2008, para 13,6%, em 2009). A atividade que mais contribuiu para
que a economia campinense registrasse um resultado positivo foi o comércio, com
crescimento de 1,1% – a participação no valor do comércio estadual passou de
12,6%, em 2008, para 13,4%, em 2009.
> Cabedelo – Terceira maior economia municipal, cuja dinâmica
assenta-se principalmente no comércio, nas atividades imobiliárias e na
indústria de transformação. Ressalte-se a existência de ramos da indústria que
estão ligados às importações paraibanas, destinadas ao beneficiamento e à
distribuição em seu território e no Nordeste, como as unidades de combustíveis,
petróleo e cooke, bem como de trigo. Também são consideradas as atividades de
alojamento e alimentação, ligadas à cadeia produtiva do turismo, e as relativas
aos serviços de movimentação de cargas do Porto, o maior existente no Estado. A
pesquisa constatou crescimento de 6,8% no PIB desse município, que passou de R$
2,185 bilhões, em 2008, para R$ 2,333 bilhões, em 2009.
> Santa Rita – Quarta maior economia municipal do Estado, a cidade
possui base produtiva na agropecuária e na indústria. Na agropecuária,
destaca-se a produção de abacaxi, cana-de-açúcar, mamão e mandioca. A
bovinocultura também é expressiva nesse município. No setor secundário,
destaca-se a indústria de transformação, mais especificamente os ramos de
calçados, fabricação de velas, estofados, minerais não-metálicos (cerâmicas e
tijolos), pré-moldados, bem como a indústria sucroalcooleira (açúcar, rapadura
e álcool). Este município tem a maior incidência de fontes de água mineral do
Estado e, por isso mesmo, possui várias indústrias nesse segmento. O valor do
PIB de Santa Rita passou de R$ 0,979 bilhão, em 2008, para R$ 1,139 bilhões, em
2009, um incremento nominal de 16,3%, que fez com que sua participação no PIB
estadual passasse de 3,8% para 4%.
> Patos – Quinta economia municipal do Estado da Paraíba, com
dinâmica econômica no comércio, na indústria e no setor primário. No comércio,
é um importante pólo distribuidor de bens e serviços para ouost municípios do
Sertão paraibano e dos Estados de Pernambuco e Rio grande do Norte. Na
indústria de transformação, destacam-se os ramos de calçados, óleos vegetais e
beneficiamento de cereais. No setor primário, destacam-se a pecuária (criação
de bovinos e caprinos) e a agricultura (produção de milho, feijão e algodão),
em anos de bom inverno. O valor do PIB de Patos passou de R$ 543,033 milhões,
em 2008, para R$ 615,181 milhões, em 2009, um incremento nominal de 13,3%.
Cinco
menores PIB – No grupo dos municípios com os menores valores do
PIB em 2009, temos Quixabá (R$ 8.295), Areia de Baraúnas (R$ 8.849), São José
do Brejo do Cruz (R$ 8.949), Amparo (R$ 9.380) e Coxixola (R$ 9.451). A
variação nominal de 11,8% no valor do PIB paraibano entre 2008 e 2009 (passou
de R$ 25,697 bilhões para R$ 28,719), ocorreu de forma diferenciada entre os
seus municípios, havendo casos de elevações positivas bem superiores à média
estadual e, no extremo oposto, variações negativas de valores.
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