domingo, 30 de dezembro de 2012

A questão do lixo em Campina Grande

Nos últimos meses a questão do lixo acumulado nas ruas de Campina Grande vem se alastrando profundamente, ruas repletas de lixos e odores, e moradores cada vez mais revoltados  com esta situação.


No dia 13 do mês de Dezembro feirantes e moradores da região central de Campina Grande, realizaram um protesto em frente a prefeitura municipal de Campina Grande, motivo? a falta de coleta de lixo regularmente.
Segundo a empresa terceirizada responsável, não está havendo problemas no serviço.

O fato é que não suportamos mais essa situação de descaso em nossa cidade, a prefeitura na pessoa do secretario urbano Fábio Almeida, alega estar tudo na legalidade mensalmente.

A duvida fica pairando no ar, será que o prefeito Veneziano e seus secretariados abandonaram a cidade por conta da derrota nas urnas? Será que a população esta jogando lixo propositalmente? ou será que os catadores de lixos receberam $$ da oposição, para poder queimar a imagem do atual prefeito ? São tantas duvidas que nos resta a indignação cidadã, não podemos ser vitimas de brigas eleitorais, mesmo no pós eleição, só quem saem perdendo somos nós campinense.

É vergonhoso para uma cidade do porte que Campina Grande tem, não ter carros de lixos próprios  tem que terceirizar para poder a coisa funcionar.
Em tempos de outrora, ou melhor, em administrações passadas Campina tinha sim carros próprios  onde será que eles foram parar?

É preciso mais transparência em cada governo que entra e administra a nossa cidade, pois a sociedade quer respostas claras e objetivas.

                                                                              Ricardo Meneses

Transposição do Rio São Francisco é prejudicada por atrasos e interrupções


A transposição das águas do rio São Francisco foi prometida pelo governo como a redenção das regiões mais áridas do Nordeste. Por enquanto a gigantesca obra, em custos e dimensões, continua sendo apenas uma promessa, prejudicada por constantes atrasos e falta de planejamento.

A transposição do rio São Francisco é a maior obra de infraestrutura hídrica em andamento no país, e os números são faraônicos. São R$ 8,2 bilhões de custo previsto, 3.908 operários e 12 milhões de pessoas a serem beneficiadas.
A obra está sendo executa duas frentes, ou eixos: o leste, com 220 km em obras, que levará água de Pernambuco à Paraíba, e o norte, com 402 km em obras, que sairá de Pernambuco, passando pelo Ceará, pela Paraíba e chegando até o Rio Grande do Norte.
Canais, túneis e barragens estão sendo construídos, mas apenas 43% dos serviços estão concluídos, bem distante da promessa do governo. “Está previsto a gente inaugurar definitivamente a obra até 2012", declarou Lula em 14 de dezembro de 2010.
No interior da Paraíba, a estiagem é impiedosa. A transposição do rio São Francisco vai beneficiar mais de 2,5 milhões de paraibanos, mas o atraso nas obras desanima. No eixo leste, o canal foi construído até pouco mais de seis quilômetros da divisa de Pernambuco com a Paraíba. Os sinais são de abandono, nada de máquinas e operários. Placas de concreto, que nunca receberam uma gota d'água, estão rachadas. Outras estão totalmente destruídas. Em São José das Piranhas, penas a obra do túnel não está paralisada.
No Ceará, máquinas foram abandonadas em Mauriti, no sul do estado. No Rio Grande do Norte, a obra ainda não saiu do papel. O valor inicial da transposição passou de R$ 4,5 bilhões para mais de R$ 8 bilhões, e serviços terão que ser refeitos.
Em uma lista de recomendações, está a conclusão dos auditores: "O Ministério da Integração absteve-se de agir no momento oportuno, quando deveria ter dado maior celeridade na condução do processo para evitar consequências como a paralisação e o abandono de parte do empreendimento. O Ministério da Integração se absteve de agir no momento oportuno para evitar consequências como a paralisação e o abandono”.
Esse é uma das conclusões de uma auditoria aprovada em julho deste ano. “Todos os dias é acrescida uma coisa que não estava prevista. Todos os dias, aparece mais um problema que também não estava previsto”, diz Raimundo Carreiro, relator do TCU.
Um documento do Ministério da Integração mostra que em Custódia, Pernambuco, o consórcio queria cobrar R$ 51 por metro quadrado de serviço, mas o Ministério constatou que o preço era de pouco mais de R$ 2 o metro quadrado, uma diferença total de R$ 12 milhões.
O problema é que a constatação só veio depois da assinatura do contrato, em abril deste ano. O Ministério afirma que está revendo os custos da obra e que, assim que foi descoberta a diferença, os pagamentos não foram liberados. A empresa paralisou o serviço.
Enquanto as obras das construtoras se arrastam, os serviços feitos pelo Exército já estão prontos no eixo norte e 97% concluídos no eixo oeste.
O Ministério da Integração admite. “Existe problema de gestão do Ministério. Tudo o que não foi feito ou o que foi feito e deteriorou-se, essas empresas vão fazer, porque nós estamos em processo de encerramento de contrato, de rescisão de contrato, de penalização. Elas vão ter que fazer”, diz Robson Botelho, diretor do Departamento de Projetos Estratégicos do Ministério da Integração.
A obra só deve terminar em 2015. A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, que comanda as obras do PAC, atribuiu os atrasos às empresas que abandonaram o trabalho e à complexidade do projeto.
Por meio da assessoria, o ex-presidente Lula declarou que não vai comentar questões administrativas do atual governo.